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O Inferno, desde sempre, foi um lugar aterrador, envolto em mistério. Ninguém sabe ao certo em qual espaço ele se encontra. Segundo as lendas populares, quando a vida de um mortal chega ao fim, sua alma é levada pelos Arautos das Sombras. Então, é conduzida a esse espaço aterrador, onde, diante do Salão do Julgamento, recebe o veredito do Juiz dos Mortos por tudo o que fez em vida, sendo então decidido se deverá ou não sofrer punição, conforme seus atos de bondade ou maldade.
Assim dizem as lendas, mas seriam elas meros conselhos para incitar a virtude entre os vivos, ou haveria mesmo algo de verdade nelas? Ninguém pode dar uma resposta certa; ao menos, nenhum dos vivos pode...
O Inferno parece ser infinito, sem fronteiras, sem limites, ainda que seja composto por muitos níveis. Diz-se que, após o julgamento das almas, os guardiões as conduzem ao nível determinado para que cumpram suas sentenças. Lá, o tempo de permanência depende totalmente do que fizeram em vida. O caldeirão de óleo, a grelha abrasadora, os ganchos de língua, os olhos arrancados, o lago de sangue, os espinhos de gelo — uma sucessão de torturas que parecem nunca cessar.
Os gritos de dor das almas condenadas, os insultos e gargalhadas dos guardiões compõem, juntos, uma verdadeira “sinfonia do desespero”, ecoando por entre os muitos círculos do Inferno.
Onde há mal, há também bem; assim gira o ciclo do yin e yang.
Se, em vida, alguém cultivou o espírito e agiu com retidão, combatendo as injustiças e ajudando o próximo, sua alma não só escapará das torturas, como poderá renasc