Abóbada Nua

Abóbada Nua

Autor: Há flores no espelho, há lua na água.
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Um bom rapaz, trabalhador e aplicado, sem perceber entrou no mundo errante das artes marciais; quanto mais avançava, mais longe ia. Talvez se possa dizer que era uma boa pessoa, talvez se possa dizer

Capítulo Um: Costelas com cardamomo

Ao luar do crepúsculo, uma cidadezinha empoeirada, com ruas tranquilas e quase sem brilho, parecia ainda mais remota. À saída da Porta da Frente, havia duas casas de escolta e três casas de venda de arroz espalhadas ao longo das vias.

De uma das casas de escolta, a da esquerda, saiu um rapaz, o rosto sujo e marcado pelo cansaço.

Ele soltou um longo suspiro, segurando num pão escuro, e foi mastigando enquanto caminhava sem rumo para fora.

— Costela, onde é que vais? — perguntou alguém.

— Dar uma volta.

Ao responder, engoliu depressa o pão seco que tinha na boca e virou a cabeça, falando de forma um tanto indistinta.

Não ousava desagradar aos outros, ainda que fosse apenas o guarda da porta.

— Não te afastes. Vai dormir cedo. Amanhã de madrugada saímos com a carga, tens de descansar bem, senão pode haver desgraça.

A voz de dentro do portão voltou a repreendê-lo várias vezes, dura, mas com uma ou outra nota de preocupação.

— Está bem, está bem. Já volto.

Enquanto dizia isso, apressou o passo, afastando-se mais da entrada da casa de escolta e seguindo na direção da porta da cidade.

O Condado da Pedra Azul só podia ser considerado um lugar remoto, perto da fronteira sudeste do Reino Marcial Vencedor. As ruas do lado oeste da cidade eram a chamada Porta da Frente, e delas partiam várias estradas para destinos diferentes.

Para leste, não se podia ir: dali em diante já era fronteira, e era fácil ser preso como espião.

O pão escuro que ele tinha nas mãos era feito com grãos grosseiros de qualidade infer

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