Criaturas mágicas, armas encantadas, domadores de seres místicos. Neste mundo extraordinário, onde tudo pode tornar-se um companheiro, Du Yu observou, imerso em profunda reflexão, o tsuru de mil dobra
O verão ardente parecia incendiar tudo. Na rua em frente ao portão da escola, a multidão se aglomerava, e um jovem de dezessete ou dezoito anos caminhava sem rumo. O calor era intenso? Não importava; o coração de Du Yu, o rapaz, estava frio.
Ele acabara de participar do exame nacional. “Acabou,” murmurou Du Yu, suspirando resignado. Fazia menos de duas semanas que chegara a este mundo; ainda não assimilara o espanto da transmigração e já estava diante de um vestibular de outro mundo...
Antes de vir parar aqui, Du Yu tinha acabado de concluir o exame nacional em seu próprio universo. Que ironia! Maldição! Era um ciclo interminável de pesadelos.
Depois de aceitar a dura realidade de repetir a prova, veio outro golpe: o antigo dono deste corpo escolhera letras... Se fosse ciências, ainda conseguiria se virar; mas letras!?
Hahaha! Hahahahahahaha! Du Yu passou duas semanas tratando história como romance fantástico e geografia como mapa de mundos mágicos. Entrou no exame atordoado, saiu ainda mais confuso, e agora se encontrava no meio da rua. Estragara a prova.
Se fosse justo, agora seria o momento de um acidente de carro — afinal, foi assim que Du Yu chegou a este mundo. Ele fechou os olhos e respirou fundo. “Ó, céus cruéis, não diga que não te dei chances! Manda logo um caminhão furar o sinal, passar por cima de mim, e me levar para outro mundo, onde eu possa continuar fazendo vestibulares! Eu ainda não tive o suficiente!”
Claro, era só uma brincadeira. Du Yu se sentia seguro porque, hoje, era dia de exame nacional; a rua em frente à esco