Desde que atravessou para a dinastia Vermelha do Norte e se tornou princesa consorte do terceiro príncipe, Bai Zheng só tinha uma ideia fixa na cabeça: numa noite de lua nova e ventos fortes, arrancar
No silêncio profundo da noite, sob a luz clara da lua cheia, as sombras das árvores dançavam suavemente. Bai Zhen estava agachada sob uma grande árvore, imóvel na penumbra, enquanto o coração batia descompassado em seu peito. Ela segurava firmemente a trouxa nas mãos, obrigando-se a manter a calma.
Diante da situação, havia quatro homens de negro em sua perseguição. Mesmo que suas habilidades em combate fossem desconhecidas, quatro contra ela era mais do que suficiente. Se continuasse apenas fugindo, ser capturada seria apenas questão de tempo. Além disso, suas forças estavam esgotadas; ela já não tinha energia para correr mais.
Bai Zhen apertou ainda mais a trouxa, soltou um longo suspiro e, chegando a esse ponto, sabia que não lhe restava alternativa senão apostar tudo em uma última cartada.
Observou rapidamente o entorno. À beira do caminho, além das imponentes árvores, havia algumas casas de madeira baixas, com portas e janelas fechadas, e um ou dois poços. Não se via viva alma por ali.
— Por ali! — De repente, uma voz severa e autoritária soou ao longe.
Ao ouvir isso, Bai Zhen soube que os perseguidores estavam se aproximando. Um tremor percorreu seu corpo, mas ela reagiu com decisão, correndo na direção de um poço próximo.
Rapidamente, desfez a trouxa, puxou algumas roupas e as largou junto à borda do poço. Tirou também um de seus sapatos bordados, deixando-o ali. Para tornar a cena ainda mais convincente, tirou o casaco, enrolou-o em uma pequena pedra e atirou-o para dentro do poço. Um som abafado ecoou das profundezas.
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