— Sábio taoísta, você sabe fazer feitiços? — Feitiços? Hoje em dia todo mundo acredita na ciência, camarada. É preciso acreditar na ciência, sim. Dito isso, o taoísta, vestido com sua túnica, saltou
Havia, em Hang, uma cidade de desenvolvimento econômico muito bom, quase digna de ser considerada uma metrópole de primeira linha.
E bem perto dali, entre estas montanhas, erguia-se uma serra um tanto arruinada.
Naquela região havia muitas cadeias montanhosas e florestas; se a Montanha do Imperador de Jade chegava a ser mencionada, era sobretudo por causa da posição que ocupava.
A grande montanha se dividia em três camadas: interna, intermediária e externa.
A camada mais interna, em alguns pontos inacessível, era chamada de reserva natural, e gozava de enorme reputação.
A camada externa ficava próxima de Hang.
Naturalmente, muitas áreas ali se haviam transformado em pontos turísticos, e não faltavam pessoas com tempo livre, depois do trabalho, que vinham passear por ali.
A parte mais azarada era a camada intermediária.
Era como numa família em que há o mais velho, o do meio e o caçula.
O mais velho herda o trabalho da casa, o caçula recebe o carinho da família, e o do meio realmente não conta com o amor nem do pai nem da mãe.
Foi justamente entre essas camadas que a Montanha do Imperador de Jade, a mais destacada da faixa intermediária, acabou tornando-se a representante de todas elas.
Como a Montanha do Imperador de Jade era tão pouco notável, o Templo dos Três Puros que já fora construído no alto dela tampouco gozava de boa prosperidade.
Dizer que a situação não era muito boa já nem bastava; podia-se afirmar que era terrível.
“Que foi? O que aconteceu comigo?”
Uma voz algo atordoada soo