[Decidido na hora de matar, egoísta, sem a menor bondade ingênua, com várias protagonistas femininas] No fim do mundo, após suportar todo tipo de tormento, Zhang Chen renasce e retorna, determinado
“Apocalipse: os inúteis não têm valor para continuar vivos.”
“Ratozinho, pronto para a nova rodada de testes?”
“Se está doente, morra longe. E se contagiar a mim, como fica?”
“Vai morrer assim tão depressa? Que inútil. O que mudaria se um morto-vivo te comesse?”
Dor. Dor demais.
Uma dor gravada até o osso se espalhava por todo o corpo de Zhang Chen.
Cenas do passado atravessavam-lhe a mente em sucessão: engano, traição, entrega…
Ele se arrependia amargamente.
Só podia culpar a própria estupidez; por não ter compreendido a essência do fim do mundo, acabara reduzido àquela ruína.
“Mesmo depois de morto, eu não deixarei vocês em paz.”
Zhang Chen despertou de súbito, encharcado de suor, os olhos perdidos.
A experiência do sonho fora real demais, e a dor ainda lhe penetrava a medula.
Franzindo o cenho, ele observou os arredores.
O céu estava sombrio, o ar carregado do cheiro de pólvora; as ruas jaziam desertas, repletas de ruínas, e entre muros quebrados parecia haver figuras vagando lentamente, de tempos em tempos soltando rosnados abafados.
“Mor… mortos-vivos?”
Num relance, Zhang Chen reconheceu aquelas silhuetas e os edifícios ao redor.
“Isso é no começo do apocalipse… o terceiro dia em que fui abandonado?”
Falava consigo mesmo, enquanto as lembranças se sobrepunham e se embaralhavam.
Em treze de abril de 2050, o planeta Azul sofreu uma mutação.
Primeiro surgiram monstros nas águas de um certo arquipélago, e logo a calamidade varreu o mundo. Depois, fendas no e