Esta é uma história marcada pelo tempo! Em 1998, uma jovem obstinada por um amor perfeito encontrou, em uma universidade de terceira categoria, o amor e a amizade ideais. O relato registra as diferenç
No verão de 1998, Xia Yanni tinha dezoito anos. Fora sempre a primeira da turma no primário, mas ao ingressar no ensino fundamental, seu desempenho começou a declinar. Fracassou no exame de admissão do ensino médio, sendo preciso recorrer a todo tipo de relações para conseguir uma vaga numa escola técnica na cidade. Com esforço próprio, participou do exame nacional de admissão 3+2 e, enfim, realizou o sonho de entrar para a universidade. Desde sempre, sua mãe dizia: “Quanto mais longe você passar, melhor.” Assim, Xia Yanni saiu de Nantong e foi parar em Pequim.
Em 1998, Nantong não tinha estação ferroviária. O primo de Yanni, que morava em Changzhou, comprou duas passagens de trem. Assim, Xia Yanni, acompanhada de Tian Tian — que também passara no vestibular para a Faculdade de Movimento Operário —, embarcou juntas no trem extra de “volta às aulas” que partia de Changzhou rumo a Pequim, o típico vagão verde de terceira classe.
A Faculdade de Movimento Operário era uma universidade de terceira categoria — definição do primo de Yanni, e, de fato, assim era: sem renome, sem classificação entre as de primeira ou segunda linha, basicamente um instituto técnico. A carta de admissão era apenas uma folha vermelha, sem qualquer traço de design. A escolha de Yanni por essa faculdade tinha duas razões: localizava-se em Pequim e a nota de corte era baixa. O que mais lhe importava era vivenciar a vida universitária — que importava ser uma faculdade de terceira categoria?
“Cama de dormir... Que alívio! Vinte e duas horas de viagem — se fosse sentada, seria a morte”,