Kurozawa Hikaru renasceu no Japão, mergulhou nos estudos e foi admitido na Universidade de Tóquio. Durante meio mês, manteve um relacionamento online com a musa da escola vizinha, mas foi abruptamente
— Quem é você? — perguntou Kurozawa Hikaru, segurando o celular. Na chamada de vídeo pelo Line, uma garota loira, que jamais encontrara antes, aparecia diante dele, despertando-lhe inusitado espanto.
A jovem era de uma beleza extraordinária: longos cabelos loiros ondulados, olhos grandes e luminosos, realçados por cílios e sombra, reluzindo intensamente.
— Olá! Eu sou Ichinose Yuki. A partir de hoje, serei sua namorada. Muito prazer! — exclamou a garota da tela, acenando com vivacidade.
— Minha namorada é Akari Tsumugi Kaoru. Você é amiga dela? — Hikaru conferiu novamente o perfil, certificando-se de não estar enganado, e, intrigado, fez a pergunta.
Meia quinzena atrás, ele começara a namorar oficialmente Akari Tsumugi Kaoru, a musa da Universidade Feminina de Shimizu. Embora tivessem assumido o relacionamento, limitavam-se a conversar pelo celular — um típico romance virtual, sem jamais terem se visto pessoalmente.
Ainda assim, as breves videochamadas noturnas, de poucos minutos, lhe traziam sonhos e expectativas felizes quanto ao futuro. Afinal, sua namorada era de uma beleza ímpar: longos cabelos negros e lisos, rosto delicado em formato de amêndoa, aura serena, elegância refinada, inteligência arguta e estatura esbelta, com pernas intermináveis — uma verdadeira deusa, rara mesmo no Japão, e exatamente o tipo que mais lhe agradava.
Por terem pouco tempo de convivência, não conhecia detalhes de sua vida, tampouco sabia quem eram suas amigas. Apenas algumas informações lhe haviam sido confiadas.
— Não somos amigas... Espere, ser